Alfama não envelhece

17:32

Alfama não envelhece. Igualzinha à que me tinha sido contada. Há já muito tempo que queria conhecer Alfama. Havia uma curiosidade especial em conhecer um dos corações do fado. 

Acabámos por ir de noite, gostei das luzes, das cores, da vida que mesmo à noite acontece, do fado que se ouve em cada porta. Acabámos por jantar algures, levadas pelo fado e pela fome, também. Uma grande tigela de caldo-verde quase a transbordar, a fumegar, maravilhoso, tive a sensação de que me bastava para ficar bem até ao dia seguinte, mesmo assim acabámos por ainda pedir um bacalhau no forno. 

O fado há muito que tinha começado, tantos fadistas, rostos diferentes, o inesperado. Todos cantam. Guardo quem faz do fado um olhar que sonha e que inventa. Sim, sendo cega a senhora sei que o cantava com os olhos postos no mundo. 











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