Doces Conventuais de Arouca

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Escrever sobre os doces conventuais de Arouca é falar dos meus avós. Não havia Páscoa sem um saquinho com amêndoas de licor para cada neto e sem uma mesa cheia destes doces conventuais. Tudo porque o meu bisavô era de Arouca e porque, tal como todas as boas tradições, elas continuam e perduram pelos anos e pela família fora. 

Desde que a Páscoa ficou um bocadinho mais triste que fazemos questão de continuar à volta de uma mesa cheia e quando vamos a Arouca os sacos vêm carregados de morcelas, de castanhas e da bôla de São Bernardo. Vimos cheios de uma alegria e de um presente que continua a ser oferecido pelos meus avós. Porque os doces sabem tão bem. E porque só me enchem de lembranças boas. De saudades grandes. 

Portugal, tão rico em doçaria conventual, deixou uma fatia generosa em Arouca. Nas receitas que nasceram na cozinha do mosteiro e nos segredos que os Doces Conventuais Manuel da Silva Bastos guardam de geração em geração. 









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