Coimbra, cidade e saudade

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As fotografias são o olhar da querida Rita Dias sobre a sua cidade. É através da sua lente que as minhas palavras ganham luz e vida.

Já não estranho os caminhos e, como numa rotina, sigo no comboio pela linha do Mondego que me leva à estação. Vejo as pessoas a sair e o sol a entrar. Estamos na Portagem e a partir daqui é para onde tu quiseres. Vamos com o sol que invade as casas e o rio e o atravessa para o lado de lá, vamos com o tempo que Coimbra tem para dar, com tudo o que se estuda e canta, recorda e vive. Vêem-se pessoas para a direita e para a esquerda, percorrem a cidade a caminhar, onsw oa lugares se juntam e conhecem. E, por aqui, ouvem-se as guitarras e as serenatas e, por ali, um suspiro de quem lembra com saudade.

Escrever Coimbra devia ser para as pessoas que a vivem e sentem todos os dias, mas não tem mal, até porque enquanto escrevo vivo e viver, também, são estas palavras que desvendam as pessoas que habitam em nós. Com Coimbra foi, precisamente, isso que aconteceu, pois é um caminho que vou percorrendo e descobrindo através de quem está sempre lá para me receber. E chama-se Manel. Uma, outra e mais uma vez. Repetida e incondicionalmente, sem descansar e sem nunca perder a alegria de partilhar este mundo, pintado de cidade e de saudade, que o faz crescer e ser. 














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