Museu Romântico

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São estes jardins, os do Palácio de Cristal, que abraçam a vida, é esta a vista que ninguém esquece, com o sol que espreita e reflecte no rio. É o Porto. Mais uma vez: o Porto. Espero não estar a ser repetitiva, mas é a minha cidade e com toda a minha vontade, e mais ainda claro, escrevo-vos sobre o que melhor sei e conheço e tenho em mim. Escrevo-vos a minha cidade, como só ela sabe viver, como só ela sabe ser.  

O Museu Romântico da Quinta da Macieirinha recorda os tempos dos grandes romances, dos dramas trágicos, dos amores avassaladores, dos sonhos e das fantasias. É o tempo da política, da filosofia e da arte em movimento. É o auge do Romantismo, que tanto caracteriza a cidade do Porto, que está presente nesta casa de campo dos finais do século XVIII, onde Carlos Alberto, Rei do Piemonte e da Sardenha, passou os seus últimos dias de vida. Actualmente, a casa  recria os ambientes vividos por uma família burguesa do século XIX. Sala por sala, quarto por quarta, cada um desvenda a época vivida em ambientes detalhadamente trabalhados. São os pormenores que nos invadem os olhos e os sentidos de curiosidades e de histórias. É uma viagem pelos acessórios do dia-a-dia, pelas loiças, pelos brinquedos, pelas tapeçarias, pelos quadros e pelos móveis. E são estas infinitas memórias que nos contam ideias, pensamentos e costumes, e que fazem e cumprem a História, com a missão de nunca a fazer esquecer. 










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